::Santos Patronos da Congregação::

 

MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS

A nossa Congregação nasceu com o nome de “Legião dos Oblatos de Jesus Cristo Sacerdote e de Nossa Senhora das Vitórias”, conforme vem no título do esboço das Primeiras Constituições.

Por que “Nossa Senhora das Vitórias”:
1) - o nosso Fundador, Pe. Januário Baleeiro de Jesus e Silva, OCS, vem da Amazônia, onde os portugueses trouxeram a devoção à Mãe de Deus, sob este título. Também no nordeste brasileiro, é muito popular esta devoção. Em Portugal, vem da vitória dos portugueses sobre os castelhanos, na Batalha de Aljubarrota, de 14 de agosto de 1385. Os castelhanos invadiram as terras portuguesas e Dom João I de Avis, auxiliado pelo santo Condestável, Dom Nuno Álvares Pereira, conseguiram libertar Portugal da Espanha em Aljubarrota e Dom João I fez um voto de erguer nas proximidades do local um imponente mosteiro, conhecido como Batalha, constando de duas igrejas, uma consagrada à Santa Cruz e a outra à Nossa Senhora da Vitória;

2) - este título surgiu da vitória das armadas cristãs sobre os sarracenos, que estavam para invadir a Europa, passando pela baía de Lepanto, perto de Chipre. Os cristãos, comandados por Dom João d’Austria (filho natural de Carlos V), em número muito inferior aos turcos, desbarataram as naus sarracenas que desistiram definitivamente de dominar a Europa. O Papa São Pio, que convocara os príncipes católicos para este empenho, exortou a cristandade à oração do Santo Rosário. Segundo as narrativas da época, este santo, enquanto estava rezando, teve a visão da vitória cristã a 7 de outubro de 1571 e, em seguida, proclamou esse dia como “Festa de Nossa Senhora do Rosário, Auxílio dos cristãos”, também invocada como “Nossa Senhora da Vitória”. Como o nosso Fundador foi Salesiano até o fim da filosofia, adotou Nossa Senhora Auxiliadora ou da Vitória como nossa
Padroeira principal;

O nosso Fundador, sendo de origens portuguesas, provavelmente quis tomar este título de raízes luso-brasileiras, mas desejou com ele considerar, não tanto as vitórias nos eventos humanos, mas acima de tudo, as grandes vitórias da Mãe de Deus sobre o demônio, sobre o pecado, sobre o mal, desde a sua Imaculada Conceição. Em seu quarto havia uma pequena imagem de Nossa Senhora da Vitória, miniatura da Imagem venerada em Batalha: a Imaculada Conceição, circundada de raios de luz. Quando a Congregação esteve em São José das Três Ilhas, Diocese de Juiz de Fora, MG, presentearam o nosso Fundador com uma belíssima Imagem da Imaculada Conceição em madeira policromada, de origem portuguesa, que passou a ser venerada em nossa Família Religiosa como Nossa Senhora das Vitórias. De fato, a primeira vitória de Nossa Mãe, foi precisamente a sua Imaculada Conceição.

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O PRIMEIRO OBLATO DE CRISTO SACERDOTE

Assim o chamava, o nosso Fundador, apontando-nos o glorioso Patriarca São José como modelo, após Cristo Sacerdote e Nossa Senhora das Vitórias, a ser imitado, em sua vida interior, total doação de si mesmo a Deus, nos planos salvíficos do Senhor, para toda a humanidade. São José, além do mais, é modelo de pureza de vida, de humildade, de espírito de serviço e de total disponibilidade à vontade de Deus. O Carpinteiro de Nazaré nos inspira, ainda, o espírito de trabalho e de obediência de fé, de silêncio e de escuta da Palavra Divina; mostra-nos como se deve contemplar o rosto de Jesus e como devemos amá-lo sobre todas as coisas. Nosso Fundador chamava São José de “o primeiro Ecônomo da Congregação”, que o ajudou a adquirir as primeiras camas para os membros que chegavam para a Fundação de Nossa Família Religiosa, no longínquo 1955. Depois, quanto auxílio nos deu São José, no decorrer destes anos todos!

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OS ARCANJOS

Miguel (Quem como Deus?) é o Arcanjo que se insurgiu contra satanás e os seus seguidores ( Jd 9; Ap 12,7; cf. Zc 13, 1-2), defensor dos amigos de Deus ( Dn 10, 12.21), protetor de seu povo ( Dn 12,1), Príncipe dos exércitos celestes.

Gabriel ( Força de Deus) é um dos espíritos que estão diante de Deus ( Lc 1,19), revela a Daniel os segredos do plano de Deus ( Dn 8,16; 9,21-22), anuncia a Zacarias o nascimento de João Batista ( Lc 1, 11-20) e a Maria, o de Jesus ( Lc 26-38).

Rafael ( Deus curou), ele também entre os sete Anjos que estão diante do trono de Deus ( Tb 12,15; cf Ap 8,2), acompanha e protege Tobias nas peripécias de sua viagem e cura-lhe o pai cego. A Igreja peregrina sobre a terra, especialmente na Liturgia Eucarística, associa-se às multidões dos Anjos que na Jerusalém celeste cantam a glória de Deus ( cf. Ap 5,11-14; SC 8). Sua Festa é celebrada no dia 29 de setembro. No dia 2 de outubro celebra-se a Memória dos Santos Anjos da Guarda. A devoção aos Santos Arcanjos e Anjos, arraigada em nossa Família Religiosa desde os primeiros momentos da Fundação, recorda-nos a presença de Deus e o nosso dever de associar-nos à Liturgia celeste, onde estes nossos “Irmãos e Amigos”servem a Santíssima Trindade e louvam a Deus por nós, tão mergulhados nas lutas e preocupações desta terra de peregrinos. Eles nos protegem contra as tentações do maligno e nos perigos de nossa caminhada rumo à Pátria celeste.

Oração da Missa: Senhor, Deus do Universo, que estabelecestes com admirável providência as funções dos Anjos e dos homens, concedei propício, que as nossas vidas sejam protegidas por São Miguel, São Gabriel e São Rafael e
pelos demais Arcanjos e Anjos que vos assistem e servem nos céus.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo. Amém.

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PATRONO DOS BISPOS

Quando veio ao mundo no dia 21 de agosto de 1567, no castelo de Thorens, na Savoia, seu pai já o imaginava como futuro advogado, cheio de glória e de prestígio. A mãe o educou para o sentido cristão da vida, à oração e ao amor aos pobres. Não longe estava Genebra, calvinista e separada da Igreja.Francisco cresceu fidelíssimo ao Papa e à Igreja Católica. Com dez anos, recebeu a Primeira Comunhão e a Crisma. Aos onze anos de idade, desiludindo as esperanças do pai, quis receber a tonsura, como alguém que se preparava ao sacerdócio. Quando completou quinze anos, foi estudar em Paris, no Liceu Clermont, dirigido pelos jesuítas. Ali recebeu uma educação humanista excepcional, mas Cristo o atraía mais que as letras.

Seu relacionamento com Ele se fez intenso e luminoso, como o demonstrava seu estilo de vida entre os companheiros que o viam aproximar-se dos Sacramentos da Confissão e da Comunhão todo domingo. Em 1588, seu pai o mandou à Pádua para estudar Direito na Universidade. Juntamente com o Direito, estudou o hebraico, a S. Escritura, a teologia e os Padres da Igreja e distinguia-se pela nobreza e pureza de vida. Era já um amigo íntimo de Cristo!

Dentro de três anos, doutorou-se em Direito civil e canônico e consagrou-se à Nossa Senhora. Tinha apenas 25 anos quando começou a fazer parte do Senado dos Juízes de Chambery, deixando o seu pai orgulhosíssimo com isto. No entanto, Francisco disse ao pai: “Vou fazer-me padre!” O Bispo de Genebra já o admirava pela sua preparação teológica e espiritual. Pediu que ele se preparasse por três meses e, no dia 18 de dezembro de 1693 o ordenou Sacerdote, na Sé de Annecy, onde residia, pois Genebra era dominada pelos calvinistas. Imediatamente, Francisco se lançou ao apostolado mais genuinamente sacerdotal: a pregação, as confissões, as visitas aos enfermos, a catequese. Pregava para converter ou para aproximar os irmãos de Cristo, não para exibir sua cultura, mesmo sendo considerado por todos como um homem de profunda cultura. Quem o escutava, se sentia movido a mudar de vida. Logo haveria de converter multidões, principalmente da região de Chablais, ocupada pelos calvinistas. Enfrentando o frio rigoroso e as ameaças e atentados a sua vida por parte de fanáticos calvinistas, nunca desistiu de levar em frente a sua missão.
Todos os que o conheceram de perto, viram que ele era um verdadeiro padre: toda manhã celebrava a Santa Missa, como se fosse a primeira e a última; duas vezes por semana se confessava; todo dia fazia uma hora de meditação e com inigualável piedade recitava fielmente o Ofício divino (Liturgia das Horas). O seu segredo era só Jesus - Amor, que o impelia a fazer-se um com Ele, a semear a verdade e o amor. Sua fama foi para Turim, à Roma, a Paris. No Chablais refloresceu a Igreja Católica. Fazendo um relatório ao Papa, Francisco teve que afirmar, não obstante a sua humildade, que vinte e cinco mil pessoas haviam voltado ao catolicismo. Em 1599, o Papa Clemente VIII o chamou à Roma para ouvi-lo pessoalmente. Quando Francisco terminou de falar, o Papa se levantou para abraçar o jovem apóstolo de 32 anos. Apenas chegado a Annecy, o velho Pastor, com a autorização do Santo Padre, consagrou-o Bispo, seu auxiliar com direito à sucessão. Continuou a sua missão, com mais ardor ainda. Em 1602 foi feito Bispo de Genebra, sempre com sede em Annecy, com a morte do Bispo Mons. De Grenier.
Por vinte anos exerceu uma forte influência sobre toda a Igreja, tornando-se a Diocese de Genebra um modelo de ação pastoral de catequese dos jovens, das crianças e adultos, de instauração de mosteiros contemplativos e de Famílias Religiosas. Ele mesmo, em 1604, encontrou em Dijon uma jovem viúva, Joana Francisca de Chantal. Com ela, em 1610 deu vida à obra-prima de amor, que é a “Visitação”, Congregação Religiosa que deveria levar o amor de Deus às famílias, como Maria Santíssima à Santa Isabel. Porém, a idéia era um pouco arrojada para a época e, assim, achou melhor que essas Religiosas fossem consagradas à oração e à contemplação.
Sacerdote e Bispo, Francisco era guia de almas, um guia exigente e dulcíssimo: com os colóquios, com a confissão, com milhares de cartas. Havia uma idéia a animá-lo: Deus chama a todos, em Cristo, a serem santos, não só monges e padres, mas também homens e mulheres no matrimônio, no trabalho comum, em qualquer condição de vida. E a santidade é apenas amor, amor fiel, na simplicidade e alegria, ao Amor Infinito de Deus, revelado em Cristo, Sacerdote e Vítima, em Seu Coração de carne. Isto o ensinava nas pregações e o escreveu em suas obras, das quais recordamos as duas mais conhecidas: “A Introdução à Vida Devota” (A Filotéia) e o “Tratado do Amor de Deus” (Teótimo).
Faleceu com apenas 55 anos de idade, aos 28 de dezembro de 1622. Em 1665, o Papa Alexandre VII o inscreveu entre os Santos e, em 1877, o Beato Pio IX o proclamou Doutor da Igreja, ele que, ainda com 22 anos, em Pádua, escrevera o seu programa de vida: -“À imitação do discípulo predileto, estarei sempre reclinado sobre o peito e no Coração cheio de amor, do nosso amantíssimo Salvador”.
Sua memória é celebrada no dia 24 de janeiro. Oração pelos Bispos- Ó Deus, que na vossa infinita misericórdia e amor pelos homens, dotastes o coração do Bispo São Francisco de Sales de amor e mansidão extraordinários, para a conquista de tantas ovelhas ao vosso rebanho, concedei aos nossos Bispos as mesmas graças, a fim de que possam ter todo o sucesso em seu ministério de Sucessores dos Apóstolos. Por Jesus Cristo, Sacerdote Eterno, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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PATRONO DOS PÁROCOS

Nasceu em Lião, na França, em 1786,filho de pobres camponeses que lhe incutiram na alma grandes virtudes cristãs. Desde pequeno, cultivava o desejo de ser Sacerdote: “Ser padre, para ganhar muitas almas para Deus.” (Este era o seu lema). Devido à Revolução Francesa, que dividiu a Igreja de seu país em duas: de um lado, os padres juramentados e do outro, os padres refratários – os Vianney, como tantas outras famílias da França, foram obrigados à clandestinidade. Mesmo nessa condição, João Maria Vianney procurou dar formação cristã a seus filhos, especialmente ao pequeno João Batista Maria Vianney. Quando chegou à idade madura, teve que servir ao exército, mas, porque a sua vocação sacerdotal lhe falava mais forte, deixou as fileiras da pátria, para estudar latim e outras matérias, às escondidas, sob a orientação do seu pároco. dres da Igreja e distinguia-se pela nobreza e pureza de vida.

Era já um amigo íntimo de Cristo! Findo o período do Terror, pôde finalmente ingressar no Seminário, mas teve que enfrentar inúmeras dificuldades nos estudos de Filosofia e Teologia. Os Superiores, vendo a sua piedade e esforço, admitiram-no ao Sacerdócio e, após três anos da Ordenação, foi-lhe confiada a aldeia de Ars, lugarejo perdido entre os Pirineus, gente habituada aos bailes, às bebidas e sem religião. João Batista Maria Vianney, animado de grande desejo de ser um verdadeiro pastor, de caráter bondoso e simples, humilde e sincero, com extraordinária capacidade ao sacrifício e à penitência, com jejuns e orações contínuos, converteu primeiro a sua paróquia, transformando-a em comunidade exemplar por um período de quarenta anos. Sua pregação convertia e fortalecia a fé e a vida cristã.

Possuía grande devoção à Maria Santíssima e, acima de tudo, à Sagrada Eucaristia. Logo, a sua fama começou a percorrer a França e os países vizinhos e, à hora do Catecismo, após o almoço, a igreja estava sempre lotada. O Cura d’Ars foi o Santo do Confessionário e, à medida que os anos passavam, dava sempre menos tempo ao descanso noturno, chegando ao ponto de dormir no máximo uma hora por noite, pois a fila da Confissão era sempre enorme. Enfraquecido por tantas penitências e pelo zelo sacerdotal, faleceu a 4 de agosto de 1859. Pio XI o canonizou em 1925 e, em 1929 foi proclamado Padroeiro dos Sacerdotes, principalmente dos Párocos.O Cura d’Ars foi essencialmente Sacerdote, isto é, “Mediador
entre Deus e o homem pecador”, como ele mesmo se dizia.
Sua Memória litúrgica é no dia 4 de agosto, o seu “dies natalis” (dia de seu nascimento para a glória).
Oração pelos Sacerdotes: Ó glorioso São João Maria Vianney, modelo do Sacerdote e do Pároco, alcançai para os nossos Sacerdotes o ardor pastoral, o espírito de renúncia e de sacrifício, o amor crescente a Deus, à Igreja e às almas, a fim de que, com zelo, alegria e entusiasmo, sejam fiéis ao seu Ministério. Possam eles imitar-vos na dedicação aos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, bem como à pregação da Palavra de Deus. Tenham, como vós, um terno e filial amor à Virgem Santíssima e, assim, possam perseverar no caminho do empenho pela santidade. Amém

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PADROEIRA DAS MISSÕES

Maria Francisca Teresa Martin nasceu em Alençon, na Normandia (norte da França), a 2 de janeiro de 1873, última filha do piedoso casal Luis Martin e Zélia Guerin. Seus pais, na juventude, quiseram consagrar-se a Deus, na vida Religiosa, mas a vontade divina se manifestou de outro modo: casaram-se e, deste matrimônio, foram pais de cinco Religiosas, entre elas, Maria Francisca Teresa, a nossa amada Santa Teresinha, “a maior Santa dos tempos modernos”, como a chamou S. Pio X. Dois dias após o nascimento, isto é, 4 de janeiro de 1873, a menina foi batizada na igreja de Nossa Senhora. Com apenas três anos de idade, já começou com a idéia de não recusar coisa alguma que o Bom Deus lhe pedisse. Em 1877 (Teresa estava com apenas quatro anos de vida), morre a sua mãe, Zélia Guérin, e seu pai leva a família a Lisieux, para a casa do Tio Guérin e a família se instala nos Buissonets (16/11/1877); em 1881, Teresa é matriculada como semi-interna na Abadia das Beneditinas.

Em 1883, sente-se milagrosamente curada, diante da imagem da Virgem Santíssima que lhe sorrira, de um terrível mal de que fora levada às portas da morte. Em 1883, sente-se milagrosamente curada, diante da imagem da Virgem Santíssima que lhe sorrira, de um terrível mal de que fora levada às portas da morte. No ano seguinte, no dia 8 de maio, recebeu Jesus pela primeira vez e, a 14 de junho, foi crismada pelo Bispo de Bayeux, Mons. Hugonin. No dia 29 de maio de 1887, Solenidade de Pentecostes, pede ao pai a licença de entrar no Carmelo, aos quinze anos de idade.

No dia 4 de novembro do mesmo ano, vai com o pai e a sua irmã Celina, em peregrinação à Roma, passando por Milão, Veneza e Loreto, tendo a graça de participar de uma audiência com o Papa Leão XIII (20/11), a quem pediu a permissão de entrar no Carmelo com quinze anos. O Papa mostrou-se condescendente ao pedido, mas recomendou-lhe que se dirigisse ao Bispo de Bayeux, Mons. Hugonin que, a 28 de dezembro, deu uma resposta favorável. No dia 1 de janeiro de 1888, a resposta de Don Hugonin é transmitida à Teresa. Esta, a 9 de abril de 1888, deixa o convívio do pai e entra no Carmelo de Lisieux.
Começa, para Teresa, a nova e tão desejada vida no Carmelo de Lisieux: de 9 de abril de 1888 a 10 de janeiro de 1889 faz o Postulantado, trabalhando na rouparia. De junho a outubro de 888, toma conhecimento da triste doença mental que progredia em seu pai, realizando-se aquela visão que tivera por duas vezes na infância. No dia 10 de janeiro de 1889, recebe o Hábito e começa a trabalhar no refeitório da comunidade. No dia 12 de fevereiro, seu pai é internado no hospital de Caen. No dia 8 de setembro de 1890, Teresa faz a Profissão Religiosa e no dia 24 do mesmo mês, recebe o véu, sem a presença de seu pai. Em 1892, no dia 12 de maio, o Sr. Martin, tendo retornado a Lisieux, visita pela última vez Teresa e, no dia 29 de julho de 1894 falece no castelo de La Musse; nesse mesmo ano Teresa, ficando junto ao Noviciado, recebe de Madre Inês de Jesus (sua irmã), a ordem de escrever as reminiscências de sua infância e, por todo o ano de 1895 redige o Manuscrito A; compõe, também, em 26 de fevereiro a belíssima poesia “Viver de Amor”. No dia 21 de março, Teresa é confirmada no cargo de Mestra-auxiliar do Noviciado. Na noite de 2 para 3 de abril de 1896 (Quinta-Feira Santa), tem a primeira hemoptise na cela. No dia 5 de abril (Páscoa), começa para ela a “noite da fé”, que a acompanhará até à morte. No dia 8 de setembro, está elaborando o Manuscrito B (a Jesus). Em 1897, no começo de abril, adoece gravemente.
No dia 8 de julho é levada à enfermaria e voltam as hemoptises, até 5 de agosto. No dia 30 de julho, recebe a Unção dos Enfermos e faz a sua última Comunhão a 19 de agosto. Na quinta-feira, 30 de setembro, às 19,20 horas, Teresa entra na eternidade, após uma agonia de dois dias. Olhando para o seu crucifixo, disse: “Oh! Eu o amo!... Meu Deus... eu vos amo!” Imediatamente, após pronunciar estas palavras, caiu docemente para trás, a cabeça inclinada à direita. No dia 4 de outubro o seu corpo é levado ao cemitério de Lisieux.
Fato interessante na vida de Santa Teresinha, é que ela passou como um meteoro por este vale de lágrimas, parecendo adivinhar que não viveria por muito tempo nesta terra. Teve pressa! Pressa em entrar no Carmelo, pressa em atingir a mais alta perfeição, pressa para ensinar-nos o seu “Pequeno Caminho”, do total abandono nas mãos divinas e de fazer “grandemente as pequenas coisas”, pressa em entregar-se ao Amor e em oferecer todos os seus sofrimentos pelos missionários e pela salvação das almas.
De Sua parte, Deus também teve pressa em glorificá-la: no dia 7 de março de 1898, Dom Hugonin, Bispo de Bayeux, permite a impressão de “L’Histoire d’une Ame” (A história de uma alma); no dia 30 de setembro do mesmo ano, esgota-se rapidamente a Primeira edição, de 2.000 exemplares dessa auto-biografia e, em outubro de 1899, esgotou-se a segunda edição (tiragem de 4.000 exemplares).

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O MÉDICO SANTO

No dia 25 de julho de 1880, nascia em Benevento, sul da Itália, José Moscati, filho do magistrado Francisco Moscati e de Rosa de Luca, dos Marqueses de Rosseto, família profundamente piedosa.
Por força do cargo paterno, a família teve que se transferir para Nápoles, onde o jovem José fez os estudos médios no Liceu Vittorio Emanuele, e os cursos superiores universitários na Faculdade de Medicina de Nápoles, a partir de 1897, com a idade de 17 anos. Nesta ocasião, fez um voto particular de castidade perpétua, declarando que desejava seguir a carreira de médico, para nela dar glória a Deus e salvar almas, pois queria servir a Cristo na pessoa dos enfermos. Depois de um curso brilhantíssimo, laureando-se em medicina com sumo louvor, a 4 de agosto de 1904, foi logo nomeado

assistente extraordinário dos Hospitais Reunidos de Nápoles e, pouco depois, Chefe de Clínica do Hospital dos Incuráveis. Em 1911 foi efetivado na chefia dos Hospitais Reunidos. Ao mesmo tempo, o jovem médico foi constituído Professor Ordinário na Universidade de Nápoles, nos campos de Investigações de Laboratório aplicadas à Química e de Química aplicada à Medicina, em 1919; Ademais, foi nomeado Livre Docente de Química Médica Geral em Nápoles, em 1922.

Participou, como representante do Governo Italiano, de Congressos Médicos em Budapeste (1911), em Edimburgo (1923). Distinguiu-se sempre por seus estudos, pesquisas e publicações médicas de alto nível. Durante todo esse tempo, Moscati se celebrizou pelo seu heroísmo: em 1906, quando, da erupção do Vesúvio, salvou dos escombros os velhinhos albergados no Hospital de Torre del Greco; e, em 1911, assistindo os atingidos pelo cholera morbus, indo a lugares os mais perigosos e difíceis.
Dotado de um extraordinário “olho clínico”, diagnosticava instantânea e acertadamente até os casos mais complicados, especialmente ao atender enfermos pobres. Recusava, com freqüência, seus honorários e fazia sempre o possível para que o tratamento dos enfermos lhes ficasse,financeiramente, o mais leve possível. Na sua caridade, dava-lhes os medicamentos necessários e, não raro, até o dinheiro para os adquirir. Quando percebia que um doente não tinha fé, ou nela se enfraquecia, cuidava dele com extremos de zelo apostólico, buscando a conversão da sua alma ou o seu maior benefício espiritual. Essa caridade sobrenatural de cunho apostólico, Moscati a exercia também junto aos seus alunos, aos quais se prestava intelectual e espiritualmente, bem como até aos seus colegas de profissão, conquistando-os para Deus. Em tempos de anárquica revolta social contra Deus e a sua Igreja, Moscati jamais deixou de dar aberto e público testemunho de sua fé, com galhardia e alegre entusiasmo. Não sem razão foi sempre chamado de médico santo, médico pai dos pobres. Todos esses valores de ordem natural, intelectual, moral e espiritual, dimanavam, em José Moscati, de uma única fonte: a sua intensa vida de intimidade com Deus. O programa registrado por ocasião da sua morte, não foi mais do que a repetição quase cotidiana de toda a sua vida: Meditação pela manhã, Santa Missa e Comunhão diária; em seguida, apostólico e piedoso trabalho nos hospitais que dirigia. O tempo após o almoço até às aulas na Universidade, ocupava-o visitando todos os dias os doentes. Sempre que podia, visitava o Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompei, pois era profunda a sua devoção Mariana. Foi em plena realização de um desses programas, que a morte o colheu, encontrando-o serenamente preparado para o seu definitivo e bem-aventurado encontro com Deus, a 12 de abril de 1926. Seus restos mortais foram levados à igreja do Gesù Nuovo, de Nápoles, de onde o esplendor da sua santidade começou logo a se irradiar sob a forma de favores extraordinários realizados por Deus, por sua intercessão. O processo de Canonização iniciou-se em 1949. No dia 25 de outubro de 1987, o Santo Padre João Paulo II inscreveu-o no catálogo dos Santos, tecendo-lhe magníficos elogios espirituais, na homilia então pronunciada na Praça de São Pedro, fixando para 16 de dezembro a sua Memória Litúrgica. Nossa Congregação, cujo carisma assistencial aos Sacerdotes Diocesanos e Bispos enfermos ou anciãos, se enquadra perfeitamente na espiritualidade de São José Moscati- “quero servir Jesus Cristo na pessoa dos enfermos”- tem, para estímulo da consagração total a Deus, magnífico exemplo de fácil imitação, uma vez que é ajustado aos nossos tempos, às nossas necessidades, ao nosso ambiente.

Oração a São José Moscati:
Ó glorioso São José Moscati que, mesmo aqui nesta vida terrena, já éreis conhecido como “Médico Santo” e “Pai dos Pobres”, nós vos pedimos que rogueis por nossa Congregação e por cada um de nós, que vos escolhemos por Patrono, a fim de vos imitar em vosso amor, espírito de fé e generosidade a serviço dos enfermos. Alcançai-nos a luz e a força do Espírito Santo, para que possamos servir a Cristo nos enfermos, especialmente nos Sacerdotes Diocesanos e Bispos, acometidos dos males físicos e atribulados pelo abandono e solidão, vendo neles a Face de Cristo Sacerdote. Consegui-nos também a graça da perseverança final em nossa vocação oblaciana, para um dia, podermos estar convosco no céu, cantando as glórias de Deus Uno e Trino. Amém.