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SÃO JOSÉ E O CORAÇÃO DE JESUS

O culto litúrgico a São José celebra-se, pelo menos, desde o século IV, quando Santa Helena lhe dedicou uma igreja. São José, descendente de Davi, era provavelmente de Belém. Por motivos familiares ou de trabalho, transferiu-se para Nazaré e tornou-se esposo de Maria. Ele foi declarado pelo Papa Pio IX como guardião universal da Igreja. A fé do esposo de Maria, submetida a duras provas, manteve-se firme, fazendo dele "homem justo", e pai adotivo de Jesus. A sua resposta de fé manteve-se durante toda a sua vida. Por isso, colaborou com disponibilidade e generosidade no projeto de salvação a que Deus o associou.

São José movido pela obediência da fé tornou-se um homem de uma coragem criativa. Tomou todas as medidas necessárias para proteger e salvar a mãe e o filho nos dias do nascimento. Cuidado que continuou na inserção deles na vida social, religiosa e econômica. Leva a família para participar ativamente da vida do Templo e vê o filho crescer em “sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens”. Lembra-nos o Papa Francisco “Não se nasce pai, torna-se pai… E não se torna pai porque colocou um filho no mundo, mas porque cuida responsavelmente dele”. José tornou-se pai de Jesus, mesmo não tendo-o gerado.

José aceitou ser "pai" de Quem não era seu filho, mas Filho de Deus, e de Maria, e colaborou na geração da humanidade nova, nascida da morte e da ressurreição de Cristo. No Evangelho de Lucas 2,41-51a: Lucas parece ter presente que Jesus, primogênito de Maria, era primogênito de Deus. Por isso, com a substituição do sacrifício é evidenciado o fato de Jesus ser "apresentado ao Senhor", isto é, solenemente oferecido ao Pai.

O sentido deste oferecimento só se compreende à luz da cena do calvário, onde Jesus já não pode ser substituído e morrerá como autêntico primogênito, que se entrega ao Pai pela salvação dos homens. Como pai adotivo, José com o coração de Pai preocupa-se por tudo quanto diz respeito a Jesus, “foi apoio, amigo e defensor do Coração de Jesus e de Nossa Senhora. Embora não lhe seja dado penetrar completamente no mistério das relações de Jesus com o Pai, e também não compreendendo tudo quanto Jesus faz e diz, deixa-se, no entanto, conduzir por Deus, com uma fé dócil e silenciosa. A sua máxima, à semelhança da de Jesus e a de Maria, poderia ser: "Ecce servus tuus", eis o teu servo.

- Jesus Manso e humilde de Coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.

- São José, rogai por nós!

 

Por. Carlos Regis de Oliveira Monteiro, Ocs.