<Voltar

A alma do Serviço Oblativo

A vida de um Oblato consiste em uma constante doação de si em cada ato praticado ou sofrido. Nada é fruto do ocaso, mas da providência divina que tudo orienta para o bem dos que amam a Deus. Assim não importa o ofício, o estado de vida ou saúde, se é jovem ou ancião, homem ou mulher, todos que são chamados a esta vocação devem seguir o exemplo de são José. Vejamos:

José encontra-se perante um mistério de um Deus feito homem, de uma Virgem que concebe sem obra de varão, e de uma eleição — a que Deus fez dele — para velar o mistério e proteger os seus protagonistas. Que ia ele dizer ante semelhante prodígio, um homem simples, um artesão de uma aldeia perdida num canto do Império, ao ver-se não somente espectador do mais maravilhoso sucesso ocorrido desde a criação do mundo, mas implicado nele por um particular desígnio de Deus.

O Ofício de um oblato de Cristo sacerdote não se resume ao que faz (ministério ordenado, enfermagem, administração, magistério, serviço doméstico ou agropecuário...), mas como e por que faz. Este sentido só pode ser experimentado pela oração como nos ensina São José. A oração é o paladar da alma, pelo qual somos capazes de distinguir os diversos sabores dos desígnios de Deus. Por serem infinitos estes sabores, para senti-los e distingui-los é necessário que a oração seja constante. Assim, quem perde o espírito de oração perde o paladar da alma.

Por se um Homem de oração, em seu ofício de artesão e como pai de família, São José expressou o melhor de si, permitindo que também por meio dele Deus realizasse a sua obra de salvação ao mundo inteiro. “Quem não encontrar mestre que lhe ensine oração, tome a este glorioso Santo por mestre e não errará no caminho”: isso é Santa Teresa d’Ávila, grande doutora da Igreja, falando de São José, pai virginal de Jesus.

Por tanto, cada cristão verdadeiro deve ofertar o seu próprio corpo como um “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm 12:1). A forma com que devemos fazer isso é através do nosso culto racional. A oração a seguir, expressa como deve ser nossa vida de oblação a exemplo de São José e da virgem Maria, os primeiros Oblatos de Cristo Sacerdote.

Oração:
 Pacto de amor com o Coração Sacerdotal de Jesus
Cristo Sacerdote, diante de vós e do vosso Pai celeste, na presença da Imaculada Virgem-Mãe das Vitórias, minha Mãe, de São José, meu especial protetor, renovo a minha consagração, por puro amor, ao serviço do vosso Coração Sacerdotal, dedicando toda a minha vida e as minhas forças aos vossos Sacerdotes e Bispos. De antemão, aceito todas as provações e todos os sacrifícios que vos aprouver mandar-me. Prometo oferecer ao vosso Coração Sacerdotal todas as minhas ações, preocupações, alegrias e dissabores, sempre em favor da santificação do Clero. Peço-vos, porém, Cristo Sacerdote, que movais o meu coração, inflamando-o com o vosso amor, a fim de que eu não tenha outro desejo senão o de vos amar e de vos fazer amado por meus irmãos e, ajudado pela vossa graça, possa experimentar a suprema felicidade de ter o meu coração unido inseparavelmente ao vosso Coração Sacerdotal. Amém.


Ir. Robson Rodrigues Mendes, OCS.