SÃO JOSÉ MOSCATI, O MÉDICO SANTO
No dia 25 de julho de 1880, nascia em Benevento, sul da Itália, José Moscati, filho do magistrado Francisco Moscati e de Rosa de Luca, dos Marqueses de Rosseto, família profundamente piedosa.
Por força do cargo paterno, a família teve que se transferir para Nápoles, onde o jovem José fez os estudos médios no Liceu Vittorio Emanuele, e os cursos superiores universitários na Faculdade de Medicina de Nápoles, a partir de 1897, com a idade de 17 anos. Nesta ocasião, fez um voto particular de castidade perpétua, declarando que desejava seguir a carreira de médico, para nela dar glória a Deus e salvar almas, pois queria servir a Cristo na pessoa dos enfermos.
Depois de um curso brilhantíssimo, laureando-se em medicina com sumo louvor, a 4 de agosto de 1904, foi logo nomeado assistente extraordinário dos Hospitais Reunidos de Nápoles e, pouco depois, Chefe de Clínica do Hospital dos Incuráveis. Em 1911 foi efetivado na chefia dos Hospitais Reunidos. Ao mesmo tempo, o jovem médico foi constituído Professor Ordinário na Universidade de Nápoles, nos campos de Investigações de Laboratório aplicadas à Química e de Química aplicada à Medicina, em 1919; Ademais, foi nomeado Livre Docente de Química Médica Geral em Nápoles, em 1922.

Participou, como representante do Governo Italiano, de Congressos Médicos em Budapeste (1911), em Edimburgo (1923). Distinguiu-se sempre por seus estudos, pesquisas e publicações médicas de alto nível. Durante todo esse tempo, Moscati se celebrizou pelo seu heroísmo: em 1906, quando, da erupção do Vesúvio, salvou dos escombros os velhinhos albergados no Hospital de Torre del Greco; e, em 1911, assistindo os atingidos pelo cholera morbus, indo a lugares os mais perigosos e difíceis.
Dotado de um extraordinário “olho clínico”, diagnosticava instantânea e acertadamente até os casos mais complicados, especialmente ao atender enfermos pobres. Recusava, com freqüência, seus honorários e fazia sempre o possível para que o tratamento dos enfermos lhes ficasse,financeiramente, o mais leve possível. Na sua caridade, dava-lhes os medicamentos necessários e, não raro, até o dinheiro para os adquirir. Quando percebia que um doente não tinha fé, ou nela se enfraquecia, cuidava dele com extremos de zelo apostólico, buscando a conversão da sua alma ou o seu maior benefício espiritual. Essa caridade sobrenatural de cunho apostólico, Moscati a exercia também junto aos seus alunos, aos quais se prestava intelectual e espiritualmente, bem como até aos seus colegas de profissão, conquistando-os para Deus. Em tempos de anárquica revolta social contra Deus e a sua Igreja, Moscati jamais deixou de dar aberto e público testemunho de sua fé, com galhardia e alegre entusiasmo. Não sem razão foi sempre chamado de médico santo, médico pai dos pobres. Todos esses valores de ordem natural, intelectual, moral e espiritual, dimanavam, em José Moscati, de uma única fonte: a sua intensa vida de intimidade com Deus. O programa registrado por ocasião da sua morte, não foi mais do que a repetição quase cotidiana de toda a sua vida: Meditação pela manhã, Santa Missa e Comunhão diária; em seguida, apostólico e piedoso trabalho nos hospitais que dirigia. O tempo após o almoço até às aulas na Universidade, ocupava-o visitando todos os dias os doentes. Sempre que podia, visitava o Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompei, pois era profunda a sua devoção Mariana. Foi em plena realização de um desses programas, que a morte o colheu, encontrando-o serenamente preparado para o seu definitivo e bem-aventurado encontro com Deus, a 12 de abril de 1926. Seus restos mortais foram levados à igreja do Gesù Nuovo, de Nápoles, de onde o esplendor da sua santidade começou logo a se irradiar sob a forma de favores extraordinários realizados por Deus, por sua intercessão. O processo de Canonização iniciou-se em 1949. No dia 25 de outubro de 1987, o Santo Padre João Paulo II inscreveu-o no catálogo dos Santos, tecendo-lhe magníficos elogios espirituais, na homilia então pronunciada na Praça de São Pedro, fixando para 16 de dezembro a sua Memória Litúrgica. Nossa Congregação, cujo carisma assistencial aos Sacerdotes Diocesanos e Bispos enfermos ou anciãos, se enquadra perfeitamente na espiritualidade de São José Moscati- “quero servir Jesus Cristo na pessoa dos enfermos”- tem, para estímulo da consagração total a Deus, magnífico exemplo de fácil imitação, uma vez que é ajustado aos nossos tempos, às nossas necessidades, ao nosso ambiente.

Oração a São José Moscati:
Ó glorioso São José Moscati que, mesmo aqui nesta vida terrena, já éreis conhecido como “Médico Santo” e “Pai dos Pobres”, nós vos pedimos que rogueis por nossa Congregação e por cada um de nós, que vos escolhemos por Patrono, a fim de vos imitar em vosso amor, espírito de fé e generosidade a serviço dos enfermos. Alcançai-nos a luz e a força do Espírito Santo, para que possamos servir a Cristo nos enfermos, especialmente nos Sacerdotes Diocesanos e Bispos, acometidos dos males físicos e atribulados pelo abandono e solidão, vendo neles a Face de Cristo Sacerdote. Consegui-nos também a graça da perseverança final em nossa vocação oblaciana, para um dia, podermos estar convosco no céu, cantando as glórias de Deus Uno e Trino. Amém.