SÃO JOÃO BATISTA MARIA VIANNEY, PATRONO DOS PÁROCOS
Nasceu em Lião, na França, em 1786,filho de pobres camponeses que lhe incutiram na alma grandes virtudes cristãs. Desde pequeno, cultivava o desejo de ser Sacerdote: “Ser padre, para ganhar muitas almas para Deus.” (Este era o seu lema).
Devido à Revolução Francesa, que dividiu a Igreja de seu país em duas: de um lado, os padres juramentados e do outro, os padres refratários – os Vianney, como tantas outras famílias da França, foram obrigados à clandestinidade. Mesmo nessa condição, João Maria Vianney procurou dar formação cristã a seus filhos, especialmente ao pequeno João Batista Maria Vianney. Quando chegou à idade madura, teve que servir ao exército, mas, porque a sua vocação sacerdotal lhe falava mais forte, deixou as fileiras da pátria, para estudar latim e outras matérias, às escondidas, sob a orientação do seu pároco. dres da Igreja e distinguia-se pela nobreza e pureza de vida. Era já um amigo íntimo de Cristo! Findo o período do Terror, pôde finalmente ingressar no Seminário, mas teve que enfrentar inúmeras dificuldades nos estudos de Filosofia e Teologia. Os Superiores, vendo a sua piedade e esforço, admitiram-no ao Sacerdócio e, após três anos da Ordenação, foi-lhe confiada a aldeia de Ars, lugarejo perdido entre os Pirineus, gente habituada aos bailes, às bebidas e sem religião. João Batista Maria Vianney, animado de grande desejo de ser um verdadeiro pastor, de caráter bondoso e simples, humilde e sincero, com extraordinária capacidade ao sacrifício e à penitência, com jejuns e orações contínuos, converteu primeiro a sua paróquia, transformando-a em comunidade exemplar por um período de quarenta anos. Sua pregação convertia e fortalecia a fé e a vida cristã.
Possuía grande devoção à Maria Santíssima e, acima de tudo, à Sagrada Eucaristia. Logo, a sua fama começou a percorrer a França e os países vizinhos e, à hora do Catecismo, após o almoço, a igreja estava sempre lotada. O Cura d’Ars foi o Santo do Confessionário e, à medida que os anos passavam, dava sempre menos tempo ao descanso noturno, chegando ao ponto de dormir no máximo uma hora por noite, pois a fila da Confissão era sempre enorme. Enfraquecido por tantas penitências e pelo zelo sacerdotal, faleceu a 4 de agosto de 1859. Pio XI o canonizou em 1925 e, em 1929 foi proclamado Padroeiro dos Sacerdotes, principalmente dos Párocos.O Cura d’Ars foi essencialmente Sacerdote, isto é, “Mediador
entre Deus e o homem pecador”, como ele mesmo se dizia.
Sua Memória litúrgica é no dia 4 de agosto, o seu “dies natalis” (dia de seu nascimento para a glória).
Oração pelos Sacerdotes: Ó glorioso São João Maria Vianney, modelo do Sacerdote e do Pároco, alcançai para os nossos Sacerdotes o ardor pastoral, o espírito de renúncia e de sacrifício, o amor crescente a Deus, à Igreja e às almas, a fim de que, com zelo, alegria e entusiasmo, sejam fiéis ao seu Ministério. Possam eles imitar-vos na dedicação aos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, bem como à pregação da Palavra de Deus. Tenham, como vós, um terno e filial amor à Virgem Santíssima e, assim, possam perseverar no caminho do empenho pela santidade. Amém