SÃO JOÃO BATISTA MARIA VIANNEY, PATRONO DOS PÁROCOS

PADROEIRA DAS MISSÕES.

Maria Francisca Teresa Martin nasceu em Alençon, na Normandia (norte da França), a 2 de janeiro de 1873, última filha do piedoso casal Luis Martin e Zélia Guerin. Seus pais, na juventude, quiseram consagrar-se a Deus, na vida Religiosa, mas a vontade divina se manifestou de outro modo: casaram-se e, deste matrimônio, foram pais de cinco Religiosas, entre elas, Maria Francisca Teresa, a nossa amada Santa Teresinha, “a maior Santa dos tempos modernos”, como a chamou S. Pio X.
Dois dias após o nascimento, isto é, 4 de janeiro de 1873, a menina foi batizada na igreja de Nossa Senhora. Com apenas três anos de idade, já começou com a idéia de não recusar coisa alguma que o Bom Deus lhe pedisse. Em 1877 (Teresa estava com apenas quatro anos de vida), morre a sua mãe, Zélia Guérin, e seu pai leva a família a Lisieux, para a casa do Tio Guérin e a família se instala nos Buissonets (16/11/1877); em 1881, Teresa é matriculada como semi-interna na Abadia das Beneditinas. Em 1883, sente-se milagrosamente curada, diante da imagem da Virgem Santíssima que lhe sorrira, de um terrível mal de que fora levada às portas da morte. Em 1883, sente-se milagrosamente curada, diante da imagem da Virgem Santíssima que lhe sorrira, de um terrível mal de que fora levada às portas da morte. No ano seguinte, no dia 8 de maio, recebeu Jesus pela primeira vez e, a 14 de junho, foi crismada pelo Bispo de Bayeux, Mons. Hugonin. No dia 29 de maio de 1887, Solenidade de Pentecostes, pede ao pai a licença de entrar no Carmelo, aos quinze anos de idade.

No dia 4 de novembro do mesmo ano, vai com o pai e a sua irmã Celina, em peregrinação à Roma, passando por Milão, Veneza e Loreto, tendo a graça de participar de uma audiência com o Papa Leão XIII (20/11), a quem pediu a permissão de entrar no Carmelo com quinze anos. O Papa mostrou-se condescendente ao pedido, mas recomendou-lhe que se dirigisse ao Bispo de Bayeux, Mons. Hugonin que, a 28 de dezembro, deu uma resposta favorável. No dia 1 de janeiro de 1888, a resposta de Don Hugonin é transmitida à Teresa. Esta, a 9 de abril de 1888, deixa o convívio do pai e entra no Carmelo de Lisieux.
Começa, para Teresa, a nova e tão desejada vida no Carmelo de Lisieux: de 9 de abril de 1888 a 10 de janeiro de 1889 faz o Postulantado, trabalhando na rouparia. De junho a outubro de 888, toma conhecimento da triste doença mental que progredia em seu pai, realizando-se aquela visão que tivera por duas vezes na infância. No dia 10 de janeiro de 1889, recebe o Hábito e começa a trabalhar no refeitório da comunidade. No dia 12 de fevereiro, seu pai é internado no hospital de Caen. No dia 8 de setembro de 1890, Teresa faz a Profissão Religiosa e no dia 24 do mesmo mês, recebe o véu, sem a presença de seu pai. Em 1892, no dia 12 de maio, o Sr. Martin, tendo retornado a Lisieux, visita pela última vez Teresa e, no dia 29 de julho de 1894 falece no castelo de La Musse; nesse mesmo ano Teresa, ficando junto ao Noviciado, recebe de Madre Inês de Jesus (sua irmã), a ordem de escrever as reminiscências de sua infância e, por todo o ano de 1895 redige o Manuscrito A; compõe, também, em 26 de fevereiro a belíssima poesia “Viver de Amor”. No dia 21 de março, Teresa é confirmada no cargo de Mestra-auxiliar do Noviciado. Na noite de 2 para 3 de abril de 1896 (Quinta-Feira Santa), tem a primeira hemoptise na cela. No dia 5 de abril (Páscoa), começa para ela a “noite da fé”, que a acompanhará até à morte. No dia 8 de setembro, está elaborando o Manuscrito B (a Jesus). Em 1897, no começo de abril, adoece gravemente.
No dia 8 de julho é levada à enfermaria e voltam as hemoptises, até 5 de agosto. No dia 30 de julho, recebe a Unção dos Enfermos e faz a sua última Comunhão a 19 de agosto. Na quinta-feira, 30 de setembro, às 19,20 horas, Teresa entra na eternidade, após uma agonia de dois dias. Olhando para o seu crucifixo, disse: “Oh! Eu o amo!... Meu Deus... eu vos amo!” Imediatamente, após pronunciar estas palavras, caiu docemente para trás, a cabeça inclinada à direita. No dia 4 de outubro o seu corpo é levado ao cemitério de Lisieux.
Fato interessante na vida de Santa Teresinha, é que ela passou como um meteoro por este vale de lágrimas, parecendo adivinhar que não viveria por muito tempo nesta terra. Teve pressa! Pressa em entrar no Carmelo, pressa em atingir a mais alta perfeição, pressa para ensinar-nos o seu “Pequeno Caminho”, do total abandono nas mãos divinas e de fazer “grandemente as pequenas coisas”, pressa em entregar-se ao Amor e em oferecer todos os seus sofrimentos pelos missionários e pela salvação das almas.
De Sua parte, Deus também teve pressa em glorificá-la: no dia 7 de março de 1898, Dom Hugonin, Bispo de Bayeux, permite a impressão de “L’Histoire d’une Ame” (A história de uma alma); no dia 30 de setembro do mesmo ano, esgota-se rapidamente a Primeira edição, de 2.000 exemplares dessa auto-biografia e, em outubro de 1899, esgotou-se a segunda edição (tiragem de 4.000 exemplares).