NOSSA SENHORA D’ASSUNÇÃO E/OU NOSSA SENHORA DAS VITÓRIAS
(Padroeira secundária da Família Religiosa Oblaciana)

            “Deus eterno e onipotente, que elevastes ao céu, em Corpo e Alma, a Imaculada Virgem Maria, Mãe de Vosso Filho, concedei-nos a graça de aspirarmos sempre às coisas do alto, para merecermos participar de Sua glória...” (Liturgia do dia da Solenidade)

INTRODUÇÃO: Reverendíssimos e Diletíssimos Senhores Sacerdotes; Prezados confrades na Consagração Evangélica e, pela graça do Batismo... É com alegria no coração, que atendo ao meu confrade na caminhada Religiosa, o Revmo Pe. Durvano Ap. Dourado Porto – ocs, atual responsável pelo site oficial  de nossa Família  Religiosa Oblaciana, de elaborar algumas singelas linhas sobre Nossa Senhora das Vitórias (Assunção), na sua Solenidade litúrgica que é também nossa Padroeira interna dedicada como titular de nossa Capela Oficial, transferida para o domingo 19/08, preparada por uma devota Novena, também tradicional em nossa Família Religiosa Oblaciana...


A) NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO (15/08): “Esta festividade é uma das mais antigas da Igreja. Há mais de 1500 anos, na Igreja Romana e na Ortodoxa Oriental, os fiéis festejam este glorioso mistério ou privilégio concedidos a Santíssima Virgem Maria de ter sido elevada ao céu em Corpo e Alma, logo depois de sua Morte. No dia primeiro de novembro de 1950, o Papa Pio XII, proclamou dogma de Fé, esta verdade, implicitamente contida na Bíblia e professada por toda a Tradição cristã... ‘Apareceu no céu um grande sinal, uma Mulher revestida de sol e a lua debaixo de seus pés e em sua cabeça uma coroa de doze estrelas’ (Ap 12,1). Na liturgia bizantina, a Assunção corporal da Virgem Maria, é relacionada diversas vezes não só com o papel de Mãe de Deus, mas também com os outros privilégios, especialmente com a sua maternidade virginal... A Virgem Maria deve, de fato, ter vencido a morte, conhecendo, em virtude dos méritos de Cristo, a Ressurreição... Após a proclamação do dogma, muitas cidades, dioceses e regiões foram consagradas a especial proteção da Assunção de Nossa Senhora...

B) A UNIÃO DEFINITIVA COM DEUS: “Ao pronunciarmos as palavras ‘cheia de graça’, pensamos na assunção da Virgem Maria”. A plenitude da graça, da qual Maria gozava desde o primeiro instante da sua concepção, por causa dos méritos de Cristo, ‘está confirmada, na sua Assunção em Corpo e Alma’. A Assunção é sinônimo de união definitiva com Deus: Pai-Filho-Espírito Santo. A graça conduz a esta união e concretiza-a progressivamente durante a existência terrestre do homem. No céu realiza-se definitivamente. O céu é o estado de união perfeita e irreversível com Deus, no mistério da Santíssima Trindade. A graça de Deus prepara o homem para este estado: a graça santificante com todas as graças atuais e dons do Espírito Santo. A Virgem Maria gloriosa no Céu continua a cumprir a sua missão maternal. Continua a ser a Mãe de Cristo e a nossa Mãe, de toda a Igreja, que tem na Virgem Maria o protótipo da sua Maternidade...”

CONCLUSÃO: Peçamos neste momento e, para toda a nossa vida, as graças de que necessitamos para nossa conversão de vida, perseverança nos bons propósitos e, de agradecimento às graças já recebidas: o dom da vida, a Vocação Consagrada e/ou laical engajada... Salve o Sumo e Eterno Sacerdote Cristo Jesus, resplandecendo a sua Face sobre nós, permanecendo conosco em todos os momentos da nossa caminhada até o fim e, pela assistência carinhosa da Mãe Santíssima: a Virgem Maria, Senhora das Vitórias (Assunção)... Assim seja.

Cordialmente.
Ir. Jerônymo G. dos Santos – ocs
SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO – 2012.

¹FERRAZ, O. Maria, Mãe de Deus – Títulos que honram N. Sra. Editora Novo Rumo. Curitiba. 2003. Pág. 51 -52

²João Paulo II. Um ano com Maria – Meditações quotidianas. Editora Verbo. Lisboa/São Paulo.1987. Pág.234 e 245.