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Descoberta da vocação

Pe. Sebastião César Moreira, OCS / 25 anos de Vida Sacerdotal!

 

Fale sobre a descoberta da vocação
Resposta: Faço parte de uma família genuinamente cristã, católica e Mariana. Meus pais nunca deixaram de rezar o terço todos os dias, como faz minha mãe até hoje... Sempre ensinaram e motivaram, a nós filhos, a fazer o mesmo . A oração, em geral, e a devoção Mariana constituem um dos grandes pilares da Igreja, da Família e da Sociedade.
Um certo dia, um ex. Padre Oblato de Cristo Sacerdote, foi o instrumento para despertar minha vocação e a vontade de servir a Deus  através do serviço aos irmãos. Seu espírito de acolhida, de alegria e de entusiasmo por Cristo, pela Igreja, pela Congregação dos Oblatos de Cristo Sacerdote, pela sua doação aos irmãos e pela comunidade paroquial, foi a chave do cofre que Deus usou para fazer, também de mim, um seu pequeno e pobre servidor.
Eu quase quarenta e dois anos de caminhada posso dizer que, não obstante os inúmeros desafios, valeu e vale a pena abraçar a missão de “servir”...

Comente sobre seu processo formativo
Resposta: A vida é a melhor escola e ela não tem fim. Toda vocação ou missão exige, necessariamente, interação, determinação, compromisso e responsabilidade.
Nesta perspectiva, a formação é um processo que possibilita uma profunda vivência e a grande alegria de poder servir ao próximo, servir à vida, servir ao Reino. A garantia é oferecida pelo próprio Jesus: “Quem deixar os bens, pai, mãe, irmãos e irmãs..., receberá  cem vezes mais e a vida eterna...” (Mt 10, 29-31)
Durante todo o processo formativo, a missão deve ser parte integrante do processo vocacional, um elemento constitutivo, ponto de chegada e de partida, ou seja, aquilo que motiva, exprime vitalidade e conduz a uma meta. Neste sentido, todo caminho de acompanhamento vocacional, segundo Amedeo Cencini, está  fundado sobre três pilares: “ Missão é um fogo que arde; Missão é ter consciência de ser enviado; Missão é uma paixão pelo outro.”
Portanto, não basta ter uma linda estrada pela frente. O que conta é abraçá-la, pois, caminhar é preciso...

Um padre ou religioso (a) que o inspirara em seu processo formativo.

Resposta: São muitos os fatores que podem inspirar, despertar e suscitar uma vocação e fazer nascer no coração de um jovem, a vontade e a disponibilidade para  o sacerdócio ou a vida consagrada, consagrando-se por  amor  ao serviço do Reino e dos irmãos.
No meu caso pessoal, três pessoas sempre me encantaram e proporcionaram  muito ânimo e entusiasmo para ser também  um discípulo e um apóstolo no mundo de hoje: Pe. Zezinho, São João Paulo II e Santa Tereza de Calcutá.
Quanto aos três acima citados, infelizmente não consegui conhecer, pessoalmente, Santa Tereza de Calcutá. Entre os muitos ensinamentos deixados por eles, cito uma frase de cada um:

“Foi Jesus quem disse que o nosso sim deve ser sim e o nosso não deve ser não. O resto, coisa boa não é”          ( Mt 5,37) . Pe. Zezinho.

“ Todo tempo é tempo de acreditar que as pessoas  vão se renovar.” São João Paulo II

“ A falta de amor é a maior de todas as pobrezas.” Santa Tereza de Calcutá.

Outro fator que muito  me ajudou e tem ajudado é a vida dos Santos .
Entre eles alguns são fundamentais para mim: São Francisco de Assis, São João Bosco, São Domingos Sávio, Santa Tereza D’Ávila, São João da Cruz, Santa Terezinha do Menino Jesus, Santa Maria Gorete, São Paulo Apóstolo, Santo Agostinho, Santa Rita de Cássia, São José, Nossa Senhora ...etc...

 

 

Uma palavra para quem começa a caminhada.

 

4) Em um lugar do Evangelho Jesus diz: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é digno de mim           ( Lc, 9,26).
Fundamentados na proposta de Jesus, algumas coisas são fundamentais. Fé, oração, obediência, fidelidade, perseverança, paixão, doação e um  amor total por Cristo.
Toda pessoa precisa fazer o que é melhor e não apenas o que possível... Se eu podendo fazer o melhor e me contento com o possível, acabo caindo na mediocridade. Estar em estado de mediocridade, significa ser uma pessoa, de certa forma, indiferente, morna, fria e que está apenas na média... não é uma pessoa nem quente e nem fria... ( Apc 3,15-16 ) . Em outras palavras: toco minha vida como posso, como dá.... Em propósito, muito bem se expressa Mário Sérgio Cortella: “ Mediocridade é falta de capricho. Capricho é fazer o melhor que você pode, enquanto  não tem condições melhores para fazer  melhor ainda...”
Logo, viver a vocação, o chamado e abraçar a missão, significa dar o melhor dentro de suas condições e possibilidades, ter sempre um propósito ou um objetivo a ser atingido... “ A esperança é a última que morre...”

 

Um “balanço” desses 25 anos de vida ministerial.

5) Olhando para tudo o que aconteceu até aqui, apesar de tantos contratempos, tantas dificuldades e a falta de um amor mais total e pleno, só tenho que  agradecer a infinita misericórdia de Deus que me  permitiu chegar até aqui, me proporcionou a perseverança e contou  com a minha pequenez ...
Por outro lado, agradeço a Igreja, à Congregação dos Oblatos de Cristo Sacerdote, aos meus familiares e amigos que apostaram e nunca deixaram de acreditar... Deus abençoe a todos! Continuo contando com a graça a Deus, com  o apoio,  a compreensão e as orações dos familiares e amigos...
“ Tudo posso naquele que me conforta.” (Fl 4,13)

Pe. Sebastião César Moreira, OCS / 25 anos de Vida Sacerdotal!

Obrigado Deus!

Obrigado Irmãos!

Obrigado a Todos!