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Os frutos que o ano Josefino deixa para a Igreja

Neste ano fomos todos direcionados para vida de São José, para que a Igreja não se esqueça da importância de confiar, como o santo Patrono, na vontade de Deus e entender que sua missão não é outra senão levar Jesus Cristo a todos, mesmo isso custe muito. A Igreja deve lutar pela salvação das almas, que é sua máxima lei. Deve combater com seu trabalho e exemplo o pecado que leva a morte. Este período se encerra, mas seus frutos de vida interior e amor a Jesus e Maria devem permanecer.

Pai de Jesus e Patrono da Igreja. Aquele que atendeu ao chamado e acolhendo o Cristo, exerceu sua o papel de pai, mas esta função de São José não se esgota na infância de Jesus. Pois seu patrocínio de estende a toda Igreja até a consumação do século. Um exemplo de virtude ao lado da Imaculada Virgem Maria, São José, querido por Deus para ser o guarda da Sagrada Família e protetor da Santa Igreja. Com Jesus e Maria, ele era o provedor não deixando faltar o necessário para o sustendo do lar. A Igreja o chama de pai da Divina Providência, pois nunca se ouviu dizer que tenha sido desamparado quem que a ele recorre.

Assim a Igreja deve caminhar sabendo que é regida pelo auxilio Divino, que não é a força do braço que garante a vitória, mas o sustendo de Deus. Aos olhos humanos era justo, José, não acolher Maria e Jesus, mas em toda sua vida ele contava com a graça de Deus. Frente às controvérsias de hoje, a Igreja vê em São José a importância de confiar nos desígnios de Deus.

Diante disso, São José que “Em todas as circunstâncias da sua vida, José soube pronunciar o seu fiat, como Maria na Anunciação e Jesus no Getsémani (Patris Corde)”, apresenta meios eficazes para cada um de nós e para a Igreja Universal viver o chamamento, dando uma resposta ao nosso tempo:

Alimentar a vida interior com a escuta atenta da palavra, do silencio e do trabalho são quesitos fundamentais para, a cada dia, entender a vontade de Deus. Constantemente é manifestada a vontade de Deus em nossa vida, pois sabemos que fora de Sua vontade não há justiça e nem fraternidade. Cabe a Igreja ser atenta na escuta da palavra para não se deixar levar pelas ideologias de hoje. Como disse o Papa Francisco em sua visita a América do Sul: Todas as ideologias, no decorrer da historia, se transformaram em ditaduras. A Palavra de Deus nos faz sensíveis, para assim escolhermos Sua vontade.

Padre Januário Baleeiro de Jesus e Silva dizia que São José é o primeiro Oblato de Cristo Sacerdote, isso se dá, com certeza, por sua participação na obra da redenção, de sua entrega sem reservas no cuidado de Cristo. Papa Francisco na carta apostólica Patris Corde diz: A felicidade de José não se situa na lógica do sacrifício de si mesmo, mas na lógica do dom de si mesmo.  Tudo isso sem esquecer de seu silencio eloquente.

Como São José, nós também, a princípio, tendemos a hesitar ao chamado de Deus, talvez por insegurança diante do novo.  São José nos ensina a responder positivamente ao chamado de Deus com sua firmeza na fé, humildade e vida de oração; ensina-nos a escutar e acolher a vontade de Deus, inclusive, se Ele se servir do sono para nos falar. O importante é que a Igreja esteja sempre atenta às manifestações de Deus, pois, Ele nos fala de muitos modos.

Que São José nos inspire como Modelo e Protetor da Igreja intercedendo por nós a seu Amado Filho por nós!

 

Por. Noviço Mauro Henrique,Ocs.