FUNDADOR DA CONGREGAÇÃO DOS OBLATOS DE CRISTO SACERDOTE

PE. JANUÁRIO BALEEIRO DE JESUS E SILVA, OCS.

Pe. Januário Baleeiro de Jesus e Silva, OCS, nasceu na Vila de São José do Uará, Município de Fonte Boa, Estado do Amazonas, aos 15 de setembro de 1922, filho de Joaquim Coelho da Silva e de Antônia Baleeiro da Silva. Porque nasceu prematuro, foi batizado logo no dia do seu nascimento. Aos nove anos de idade, ingressou no Aspirantado Salesiano de Jaboatão, Pernambuco, onde fez os primeiros estudos para a Vida Religiosa e para o Sacerdócio. Foi enviado à Itália, a fim de fazer o Curso de Filosofia e, voltando ao Brasil, tendo que deixar a Congregação Salesiana estudou Teologia no Seminário de Belém do Pará, sob a orientação dos Salesianos. Foi ordenado Sacerdote na Catedral de Na. Sra. De Nazaré, em Belém do Pará, aos 8 de dezembro de 1945, por imposição das mãos de Dom Mario de Miranda Vilas Boas e até o ano de 1955 foi Capelão militar na base aérea de Valdecãs, próxima à Belém.

Aos 25 de março de 1955 fundou em Lagoa Santa, Arquidiocese de Belo Horizonte, a Congregação dos Oblatos de Cristo Sacerdote, com a paternal assistência de Dom Antonio dos Santos Cabral, Arcebispo de Belo Horizonte e apoio do então Arcebispo de São Paulo, Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, que sempre se mostrou cheio de entusiasmo pelo carisma e ideais da Congregação. Tanto o saudoso Dom Antonio dos Santos Cabral, como o querido e santo Cardeal Motta receberam a carinhosa assistência de nossos Irmãos, por longos anos, até a sua entrada na eternidade.

Nos anos 1962-1964, Pe. Januário Baleeiro foi o Secretário dos Negócios da Educação e Cultura do Governo do Estado de São Paulo e contribuiu concretamente para a criação de novas escolas em todo o Estado e a instituição de Bolsas de Estudo para Seminaristas e Casas Religiosas.

Pe. Januário Baleeiro não apenas tem o mérito de ter fundado na Igreja a nossa Família Religiosa, mas foi para todos nós, modelo de apaixonado amor a Cristo Sacerdote, presente na SSma.

Eucaristia, como também de entusiasmo e fidelidade a toda prova à Igreja, ao Santo Padre, o Papa e de terno e filial carinho para com a Mãe de Deus, a Virgem das Vitórias, ao glorioso São José, aos Santos Arcanjos. Foi esta piedade que pôs em relevo em nossas Constituições e imprimiu na tradição de nossa Congregação, até o dia em que o Senhor quis chamá-lo para a pátria dos Bem-aventurados. Em meados de novembro de 1990, quando vinha de Brasília para São Paulo, foi vítima de um acidente à altura de Orlândia. Como conseqüência deste acidente, formou-se um hematoma junto à nuca, ao qual os médicos não deram tanta importância.